
Gaivota
Amália Rodrigues
A busca e a saudade em “Gaivota” de Amália Rodrigues
Em “Gaivota”, Amália Rodrigues utiliza a imagem da gaivota para expressar não só o desejo de liberdade, mas também a frustração diante de limites intransponíveis. O verso “É uma asa que não voa / Esmorece e cai no mar” mostra claramente essa sensação de impotência, simbolizando a luta por um ideal que nunca se alcança. O céu de Lisboa e o mar aparecem como cenários que reforçam a saudade e o anseio por algo maior, temas centrais tanto no fado quanto na poesia de Alexandre O'Neill, autor da letra.
A canção constrói uma narrativa de amor idealizado e perda, onde o coração só se sente completo nas mãos do ser amado, mas permanece vulnerável à separação. O trecho “Se ao dizer adeus à vida / As aves todas do céu / Me dessem a despedida” aprofunda o sentimento de finitude e saudade, mostrando o olhar do outro como último consolo. As imagens do mar e das aves, tão presentes na cultura portuguesa, reforçam a ligação entre fado, destino e nostalgia. Amália Rodrigues, ao interpretar “Gaivota”, ajudou a renovar o fado ao unir poesia sofisticada e emoção intensa, tornando a canção um símbolo de saudade e busca por sentido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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