
Ai, Mouraria
Amália Rodrigues
Memória e saudade no fado de “Ai, Mouraria”
Em “Ai, Mouraria”, Amália Rodrigues resgata a figura de Maria Severa Onofriana, reconhecida como a primeira grande fadista portuguesa, para dar profundidade histórica e emocional à canção. Ao citar “a Severa em voz saudosa / Na guitarra a soluçar”, a música estabelece um elo entre a dor pessoal da narradora e a tradição do fado, reforçando a ligação com as raízes do gênero. O bairro da Mouraria é retratado com detalhes como “rouxinóis nos beirais”, “vestidos cor-de-rosa” e “pregões tradicionais”, funcionando não apenas como cenário, mas como um espaço que preserva memórias e sentimentos, intensificando o tom nostálgico da letra.
A menção à “velha rua da Palma”, onde a narradora “deixou presa a sua alma” após se deparar com um fadista de “olhar trocista”, simboliza o impacto de um amor passado, marcado por engano e fascínio. O trecho “do homem do meu encanto / que me mentia / mas que eu adorava tanto” expõe a contradição entre a dor da mentira e o apego ao sentimento, mostrando como o amor persiste mesmo após a desilusão. Dessa forma, “Ai, Mouraria” transforma o bairro lisboeta em um espaço de saudade, onde tradição, figuras históricas e experiências pessoais se misturam, expressando a essência do fado: a celebração da memória, da perda e do amor impossível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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