
Maria Lisboa
Amália Rodrigues
A fusão entre cidade e mar em “Maria Lisboa” de Amália Rodrigues
A música “Maria Lisboa”, interpretada por Amália Rodrigues, utiliza a figura de uma varina chamada Maria para representar a cidade de Lisboa e sua ligação profunda com o mar. Cada detalhe do cotidiano da personagem se transforma em símbolo da própria cidade. Por exemplo, o verso “na canastra, a caravela, no coração, a fragata” mostra como o instrumento de trabalho da varina, a canastra, carrega a caravela, remetendo às grandes navegações portuguesas, enquanto o coração guarda a fragata, sugerindo paixão, aventura e saudade, sentimentos ligados à história marítima de Lisboa.
A letra reforça essa identidade ao substituir os tradicionais corvos do xaile, símbolo da cidade, por gaivotas, aves do mar, aprofundando a conexão entre Maria e o oceano. Outros elementos, como o vestido de conchas, as algas nos cabelos e o “latido do motor duma traineira” nas veias, misturam características humanas e marítimas, sugerindo que Maria – e, por extensão, Lisboa – é feita da própria essência do mar. No final, ao dizer que Maria “vende sonho e maresia, tempestades apregoa”, a canção mostra que ela oferece não só peixe, mas também sonhos, esperanças e as dificuldades do cotidiano lisboeta. O nome Maria, junto ao apelido Lisboa, reforça essa fusão, tornando a personagem um retrato sensível e simbólico da cidade e de seu povo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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