
Primavera
Amália Rodrigues
A dor da perda amorosa em "Primavera" de Amália Rodrigues
Em "Primavera", Amália Rodrigues apresenta uma visão inesperada da estação, tradicionalmente ligada à renovação e à esperança. Aqui, a primavera é símbolo de dor e luto, subvertendo o significado habitual. O verso “Ai, funesta Primavera! Quem me dera, quem nos dera ter morrido nesse dia” transforma o florescimento em tragédia pessoal, marcando o momento da separação amorosa como um ponto de sofrimento profundo. Essa escolha reforça o tom melancólico e reflexivo da música, destacando a intensidade da perda.
A letra, escrita por David Mourão-Ferreira, utiliza imagens marcantes para retratar o fim do amor. No trecho “Todo o amor que nos prendera / Como se fora de cera / Se quebrava e desfazia”, a fragilidade do sentimento é comparada à cera, sugerindo que o término era inevitável e doloroso. O cotidiano após a separação é descrito como amargo, especialmente em “Pão duro da solidão / É somente o que nos dão / O que nos dão a comer”, onde a solidão se torna o único alimento. A repetição do desejo de ter morrido no dia da separação mostra o quanto a dor é persistente e difícil de superar. A interpretação intensa de Amália Rodrigues transforma "Primavera" em um retrato sensível da desilusão amorosa, onde a estação das flores se converte em símbolo de um luto que permanece.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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