
Medo
Amália Rodrigues
A solidão e a presença constante do medo em “Medo”
Em “Medo”, Amália Rodrigues transforma o medo em uma figura quase palpável, que acompanha a narradora em sua solidão. O verso “Quem dorme à noite comigo / É meu segredo / Mas se insistirem, lhes digo / O medo mora comigo” mostra como o medo é íntimo e oculto, um segredo que domina a vida interior, mesmo quando não é compartilhado com os outros. Essa abordagem revela uma relação de convivência forçada, em que o medo deixa de ser apenas uma sensação passageira e se torna uma presença constante e silenciosa.
A letra, fruto da colaboração entre Amália Rodrigues e Alain Oulman, marca uma modernização do fado ao aprofundar a análise psicológica do medo. Imagens como “Num vai-vem de solidão” e “Com voz de móvel que estala / E nos perturba a razão” reforçam a ideia de que o medo se infiltra nos detalhes do cotidiano, tornando-se impossível de evitar. O trecho “Gostava até de matar-me / Mas eu sei que ele há-de esperar-me / Ao pé da ponte do fim” revela o desespero da narradora, mostrando que o medo é tão presente que nem mesmo a morte parece ser uma fuga. Assim, “Medo” constrói uma narrativa de luta interna, em que o medo é tanto adversário quanto companhia, destacando a habilidade de Amália em expressar emoções profundas de forma contida e intensa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Amália Rodrigues e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: