
Meu Amor é Marinheiro
Amália Rodrigues
Liberdade e resistência em “Meu Amor é Marinheiro”
Em “Meu Amor é Marinheiro”, Amália Rodrigues utiliza a figura do marinheiro como metáfora para o amor, transmitindo ideias de liberdade e resistência. Essa escolha ganha ainda mais significado ao considerar o contexto histórico da canção, escrita durante um período de censura em Portugal. O verso “Coração que nasceu livre / Não se pode acorrentar” destaca a defesa da liberdade individual e coletiva, refletindo o clima de insatisfação que antecedeu a Revolução dos Cravos, movimento que encerrou a ditadura portuguesa.
A letra traz elementos típicos do fado, como a saudade e o desejo, ao descrever o amor como alguém que “mora no alto mar” e tem “braços são como o vento / Ninguém os pode amarrar”. Essas imagens reforçam a ideia de que o amor verdadeiro é indomável e não pode ser limitado. O cravo citado em “Acende um cravo na boca” faz referência direta à Revolução dos Cravos, simbolizando esperança e renovação. Ao longo da música, a saudade se mistura à promessa de retorno e ao desejo de romper amarras, como nos versos “Hei-de passar nas cidades / Como o vento nas areias / E abrir todas as janelas / E abrir todas as cadeias”, sugerindo tanto um reencontro pessoal quanto um anseio coletivo por liberdade e transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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