
Naufrágio
Amália Rodrigues
Despedida e coragem diante da perda em “Naufrágio”
Em “Naufrágio”, Amália Rodrigues interpreta uma letra de Cecília Meireles que explora o ato de abandonar um sonho de forma consciente. A imagem central da canção — colocar o sonho em um navio e deixá-lo naufragar — mostra não apenas resignação diante da perda, mas também uma decisão ativa de deixar para trás algo que já não pode ser sustentado. O naufrágio, nesse contexto, não é um acidente, mas um gesto intencional de aceitação da desilusão, marcado por dor e lucidez.
A metáfora do mar, recorrente na obra de Meireles, aparece aqui associada à cor azul que “escorre das mãos”, simbolizando tanto a beleza quanto a tristeza do desapego. A música, composta por Alain Oulman, insere essa poesia no universo do fado, gênero conhecido pela saudade e pelo lamento. O trecho “Chorarei, quanto for preciso / Para fazer com que o mar cresça / E o meu navio chegue ao fundo / E o meu sonho desapareça” deixa claro o desejo de que o sofrimento seja suficiente para enterrar o sonho, evitando que ele continue a causar dor. Elementos como o vento distante e a noite fria reforçam o sentimento de isolamento. Assim, “Naufrágio” se destaca como um retrato da coragem de enfrentar a própria desilusão, marcando a modernização do fado ao unir a poesia de Meireles à expressividade de Amália Rodrigues.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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