
Lisboa Não Sejas Francesa
Amália Rodrigues
Identidade cultural e orgulho em “Lisboa Não Sejas Francesa”
A música “Lisboa Não Sejas Francesa”, interpretada por Amália Rodrigues, retrata Lisboa como uma jovem seduzida pelo charme estrangeiro, especialmente o francês, para discutir a preocupação com a preservação da identidade cultural portuguesa. No verso “Lisboa, que ideia daninha / Vaidosa, alfacinha, / Casar com Paris”, a letra sugere que a cidade estaria flertando com a cultura francesa, vista como uma ameaça à autenticidade local. Esse tema ganha ainda mais força ao considerar o contexto histórico de 1952, quando Portugal buscava afirmar seu nacionalismo e resistir à influência de países como a França, símbolo de modernidade e sofisticação naquele período.
A canção aconselha Lisboa a valorizar suas tradições e não se deixar levar pelo fascínio estrangeiro, como nos versos “Não namores os franceses / Menina, Lisboa” e “Lisboa, não sejas francesa / Tu és portuguesa / Tu és só pra nós”. O tom é carinhoso, mas também serve de alerta para que a cidade não perca sua essência em busca de novidades externas. Ao destacar figuras locais em “tenentes, bravos e valentes, nados e criados cá”, a música exalta o orgulho nacional e reforça a importância de manter vivas as raízes portuguesas. Assim, “Lisboa Não Sejas Francesa” se torna um símbolo da defesa da cultura portuguesa diante das influências estrangeiras, usando o fado para expressar tanto o amor à cidade quanto a preocupação com sua autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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