
Nome de Rua
Amália Rodrigues
Identidade coletiva e melancolia em “Nome de Rua”
Em “Nome de Rua”, Amália Rodrigues explora a ideia de anonimato e pertencimento coletivo ao dar à narradora um nome de rua, em vez de um nome próprio. Essa escolha sugere que a personagem se funde com a cidade de Lisboa, especialmente com bairros históricos como a Madragoa, tradicionalmente associados ao fado e à cultura popular lisboeta. A menção direta à Madragoa reforça essa conexão, mostrando como o fado expressa emoções profundas, muitas vezes vividas de forma silenciosa e resignada.
A letra cria um clima de melancolia e segredo ao descrever a rua como um lugar “quieto”, “secreto”, onde “à noite ninguém passa”. Nesses versos, sentimentos como o ciúme e o amor ganham forma física: o ciúme é “uma seta” e o amor “uma taça”, representando tanto o risco quanto a entrega. A presença da “sombra do poeta” que “nos abraça” destaca o papel da poesia e da memória, elementos centrais no fado. O trecho “com um pouco de amargura / com muito da Madragoa / com a ruga de quem procura / e o riso de quem perdoa” resume a dualidade entre tristeza e esperança, características marcantes do gênero e da vida nos bairros antigos de Lisboa. Assim, “Nome de Rua” transforma uma experiência pessoal em um símbolo coletivo, onde a identidade individual se mistura com a paisagem e as emoções da cidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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