
Oiça Lá, ó Senhor Vinho
Amália Rodrigues
O papel do vinho e o humor em “Oiça Lá, ó Senhor Vinho”
Em “Oiça Lá, ó Senhor Vinho”, Amália Rodrigues transforma o vinho em um personagem que dialoga com o ouvinte, trazendo leveza e ironia para um tema tradicional do fado. A letra questiona o "senhor vinho" sobre seu poder de "tirar toda a firmeza" e fazer até "pessoas pacatas" andarem "de gatas", brincando com a dualidade da bebida: ao mesmo tempo fonte de alegria e calor, mas também responsável por situações de desequilíbrio e perda de controle. Essa abordagem descontraída, típica do fado, permite tratar as consequências negativas do excesso de forma bem-humorada e acessível.
O vinho, por sua vez, se defende e valoriza sua própria história, dizendo que já foi "folha solta a brincar ao vento" e que carrega "o calor do Sol" que deu vida à uva. Ele afirma que só faz mal a quem o desrespeita ou o trata "como água", reforçando que o problema está no abuso, não na bebida em si. O tom irônico se intensifica quando, após toda a conversa sobre os riscos, a música termina com um convite para "mais um copinho". Assim, Amália Rodrigues celebra o vinho como parte da cultura portuguesa, destacando a importância da moderação e do respeito, sem perder o humor e a leveza característicos do fado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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