
Zanguei-me Com Meu Amor
Amália Rodrigues
Reconciliação e saudade em “Zanguei-me Com Meu Amor”
Em “Zanguei-me Com Meu Amor”, Amália Rodrigues utiliza elementos tradicionais do fado para retratar uma história de afastamento, saudade e reconciliação. A escolha do "Fado da Mouraria" como canção entoada durante a ausência do amado reforça a ligação da personagem com as raízes do fado e o desejo de consolo no universo melancólico desse gênero. O bairro da Mouraria, conhecido como berço do fado em Lisboa, é citado como símbolo de saudade e tradição, o que intensifica o tom intimista e nostálgico da música.
A letra aborda de forma clara sentimentos de saudade e arrependimento, que são centrais no fado. O afastamento inicial aparece em “Zanguei-me com meu amor / Não o vi em todo dia”, seguido pela tentativa de aliviar a dor através do canto, mas a saudade permanece: “Vinha beijar-me, hora a hora”. O arrependimento se manifesta na manhã seguinte, levando ao choro e à reflexão: “Quem perde o amor na vida / Jamais devia cantar!”. Essa frase resume a ideia de que o fado, apesar de ser um refúgio para a dor, também revela a vulnerabilidade de quem ama. O reencontro, marcado pelo gesto simples do amado assobiando o fado, sugere uma reconciliação silenciosa, onde a música serve como ponte afetiva entre o casal, dispensando grandes declarações e valorizando o sentimento compartilhado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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