
Mariquinhas (Vou dar de beber à dor)
Amália Rodrigues
Memória e saudade em “Mariquinhas (Vou dar de beber à dor)”
Em “Mariquinhas (Vou dar de beber à dor)”, Amália Rodrigues retrata a transformação da tradicional "Casa da Mariquinhas" em uma casa de penhores, simbolizando a perda de um passado alegre e a inevitabilidade das mudanças. O fado destaca o contraste entre as lembranças de festas, música e encontros — “Quando em noites de guitarra e de farra / Estava alegre a Mariquinhas” — e o presente frio, onde “hoje é pra ir aos penhores / Entregar ao usurário umas coisinhas”. Essa oposição reforça o sentimento de saudade e melancolia, temas centrais da canção e do próprio gênero fado.
A letra utiliza imagens concretas para marcar a passagem do tempo: as janelas com tabuinhas, os cortinados de chita, a ausência de colchas, viola e guitarra, e a figura de um “sujeito que é lingrinhas” à secretária. Esses detalhes mostram a descaracterização do espaço e a perda da identidade afetiva do local. O verso “O tempo cravou a garra / Na alma daquela casa” resume como o tempo não só altera o ambiente, mas também apaga memórias e o calor humano. O refrão “Pois dar de beber à dor é o melhor / Já dizia a Mariquinhas” sugere que, diante da dor e da saudade, resta buscar consolo em pequenos prazeres, como “umas ginjinhas”, reforçando o tom nostálgico e resignado da música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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