
Cheira a Lisboa
Amália Rodrigues
Lisboa sensorial e afetiva em “Cheira a Lisboa” de Amália Rodrigues
“Cheira a Lisboa”, interpretada por Amália Rodrigues, destaca a importância dos aromas como parte fundamental da identidade de Lisboa. A música vai além da simples descrição visual da cidade e utiliza o olfato para criar uma conexão emocional e sensorial com o ouvinte. Elementos do cotidiano lisboeta, como o cheiro das castanhas assadas no inverno, o rosmaninho das procissões e o aroma das tascas, são apresentados como símbolos que remetem à memória coletiva e à tradição local.
A letra menciona lugares e personagens típicos, como o “primeiro eléctrico da rua”, as varinas e os cafés do Rossio, todos envolvidos por cheiros marcantes. O verso “cheiro de iscas com elas e a vinho” faz referência à culinária popular, enquanto “manjerico” e “cheiro de cantigas” evocam festas tradicionais. A música também sugere que sentimentos e paixões têm aroma, como em “os lábios têm o cheiro de um sorriso” e “os rapazes perdem o juízo quando lhes dá o cheiro a raparigas”. Ao repetir “cheira bem, cheira a Lisboa”, a canção reforça que o verdadeiro espírito da cidade é sentido principalmente pelo olfato, transformando Lisboa em uma experiência afetiva e sensorial única.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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