A gaiola e o colibri
André Prueza
Dentro de mim um vilão e um herói
Antes do fim, um silêncio e um grito atroz
Perto daqui um despertamento ou um sono
Longe de ti, sou escravo, sou meu dono
Pralém do cais, uma âncora e uma vela
O vento trás o que ele mesmo leva
Feito de dor e o que nasce do amor
Brotou a flor desse chão que nos matou
Viver de sonho e dos meus medos vis
Provar amor e desespero aqui
De peito aberto e entre segredos mil
Sou a gaiola e o colibri
Entre razões, dar lugar para loucura
Mil corações adentrando a mata escura
Ser o real e resistir ao próprio mal
Ser de metal ou lembrar que é um mortal
Achar a luz e a paz antes do fim
Fazer de surdo pra poder se ouvir
Ver a verdade e aceitar enfim
Sou a gaiola e o colibri



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