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Ritual, devoção e cultura em “Babalú” de Ângela Maria

A música “Babalú”, interpretada por Ângela Maria, vai além de um simples pedido de sorte. Ela retrata um ritual afro-cubano dedicado a Babalú Ayé, divindade associada à cura e à proteção contra doenças. Elementos como velas em cruz, tabaco e aguardente aparecem como oferendas, mostrando a importância dos rituais para alcançar bênçãos espirituais. O trecho “Que me nego me quiera... y que no se muera” (“Que meu amado me ame... e que não morra”) revela desejos universais de amor, prosperidade e saúde, mas inseridos em um contexto religioso e cultural específico, reforçando o papel da fé e da tradição nas relações humanas.

A decisão de Ângela Maria de cantar em espanhol, mantendo a autenticidade da obra, aproxima o público brasileiro das raízes afro-caribenhas da canção. Sua interpretação intensa e cheia de energia destaca a busca por estabilidade emocional e material, ao pedir a Babalú Ayé que o amado seja fiel, próspero e protegido. Assim, “Babalú” se torna um elo entre culturas, celebrando a força dos rituais e da devoção na vida cotidiana.

Composição: Margarida Lecuona. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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