
Vida de Bailarina
Ângela Maria
Dilemas e sacrifícios em "Vida de Bailarina" de Ângela Maria
"Vida de Bailarina", interpretada por Ângela Maria, retrata de forma direta e sensível a realidade das mulheres que trabalhavam nos "Taxi-Dancing" nas décadas de 1950 e 1960. Nesses ambientes, a dança não era uma escolha artística, mas uma necessidade para sobreviver. O verso “Não vivendo pra dançar / Mas dançando pra viver” resume essa inversão: a dança, que poderia ser fonte de prazer, se transforma em obrigação, escondendo frustrações e desilusões amorosas.
A letra destaca o contraste entre a imagem que essas mulheres precisavam mostrar e o que realmente sentiam. Ao comparar a bailarina a “um lírio em lamaçal”, a canção ressalta a delicadeza e pureza em meio à degradação e ao vício. O trecho “Fingindo sempre que gosta / De ficar a noite exposta / Sem escolher o seu par” evidencia o sacrifício e a falta de autonomia dessas profissionais, que precisavam agradar aos clientes mesmo enfrentando dramas pessoais e solidão. Dessa forma, a música ultrapassa o retrato individual e faz uma crítica social às condições e julgamentos impostos a essas mulheres, mostrando que, por trás do glamour aparente, havia sofrimento e renúncia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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