
Canção de Engate
António Variações
Liberdade e autenticidade em "Canção de Engate" de António Variações
"Canção de Engate", de António Variações, rompeu com os padrões sociais do início dos anos 80 ao abordar de forma aberta o desejo por encontros casuais e a busca pelo prazer sem compromisso, temas considerados tabus em Portugal naquela época. O verso “Tu estás livre e eu estou livre / E há uma noite para passar” deixa claro o convite para viver o presente, sem expectativas de relacionamento duradouro. O refrão reforça essa ideia ao afirmar: “Vem que amor / Não é o tempo / Nem é o tempo / Que o faz / Vem que amor / É o momento / Em que eu me dou / Em que te dás”, mostrando que a conexão entre duas pessoas depende da entrega no agora, e não de promessas ou do tempo.
A letra, direta e sincera, traz uma leve melancolia ao reconhecer a solidão e as frustrações, como na frase “eu sou melhor que nada”. Essa honestidade revela tanto o desejo de companhia quanto a aceitação das próprias limitações, sem ilusões românticas. Ao falar em “aventura dos sentidos” e “um corpo de prazer”, Variações celebra a liberdade do corpo e da sexualidade, incluindo a homossexualidade, tema que ele abordava de forma pioneira. Assim, a música se destaca como um manifesto de autenticidade e liberdade afetiva, marcando uma transformação na música pop portuguesa ao unir tradição e modernidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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