
Poema do Cu
Ary Toledo
Humor escrachado e crítica social em “Poema do Cu”
"Poema do Cu", de Ary Toledo, transforma um tema considerado tabu em uma sátira bem-humorada, usando linguagem escatológica para abordar o cotidiano de forma irreverente. A letra faz uso de expressões do universo rural gaúcho, como “macegas” e “sabugo”, conectando a música a práticas tradicionais de higiene. Ao citar “É só limpar com macegas / No velho estilo gaúcho” e “Ou mesmo usando um sabugo”, Ary Toledo faz referência direta a métodos antigos de limpeza, trazendo à tona aspectos culturais muitas vezes ignorados ou ridicularizados, mas tratados aqui com naturalidade e comicidade.
A música personifica o ânus, atribuindo-lhe características heroicas e até de martírio, como em “Cu, mártir do corpo / Malquisto e desprestigiado”. Essa abordagem descontraída subverte o constrangimento social em torno do tema, destacando a coragem e a resistência do “cu de índio xucro / Sovado de tanta bosta” diante das adversidades fisiológicas. O humor escrachado, marca registrada de Ary Toledo, não só diverte, mas também desafia normas de decoro, convidando o público a rir do que normalmente seria motivo de vergonha. Assim, “Poema do Cu” se destaca como uma crítica bem-humorada à hipocrisia social, celebrando o corpo e suas funções de maneira desinibida e popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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