
Boneca de Pano
Assis Valente
Crítica social e melancolia em “Boneca de Pano” de Assis Valente
Em “Boneca de Pano”, Assis Valente faz uma crítica à idealização feminina e à efemeridade da juventude, especialmente no contexto dos cabarés do Rio de Janeiro. Inspirado por uma história real de uma jovem da Lapa com destino trágico, o compositor usa a metáfora da boneca para mostrar como a mulher, inicialmente vista como frágil e desejada, acaba sendo consumida pelo tempo e pelas circunstâncias. A repetição de “poderia ser bonequinha de louça, tão moça mas não é” reforça a desilusão e a perda de inocência, enquanto o ambiente do cabaré acentua o tom sombrio da narrativa.
A letra também traz uma crítica social ao mostrar como a sociedade rotula e descarta mulheres que não se encaixam mais nos padrões de beleza ou utilidade. O verso “um dia alguém a chamou de boneca e ela sendo mulher, acreditou” evidencia a ingenuidade e a esperança inicial, que se desfazem com o tempo, levando à deterioração física e emocional: “o tempo foi passando e ela se desmanchando”. No final, a imagem da “boneca de pano gingando num cabaré” simboliza não só a decadência, mas também a resistência silenciosa de quem sobrevive à margem, marcada pela desilusão e pelo abandono. A canção, assim, vai além da história individual e se torna um retrato amargo das consequências da objetificação e do descaso social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Assis Valente e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: