
Tem Francesa No Morro
Assis Valente
Sátira social e humor em “Tem Francesa No Morro” de Assis Valente
“Tem Francesa No Morro”, de Assis Valente, faz uma crítica bem-humorada ao modismo de adotar elementos da cultura francesa entre a elite carioca dos anos 1930. O compositor mistura francês e português de forma propositalmente exagerada, como em “Donnez-moi s'il vous plaît l'honneur de danser avec moi” (Dê-me, por favor, a honra de dançar comigo) e “Si vous ne veux pas danser, pardon mon chéri, adieu, je me vais” (Se você não quer dançar, desculpe meu querido, adeus, eu vou embora). Essas frases, inseridas em situações típicas do samba e do morro, expõem o uso artificial do francês para parecer sofisticado, criando um tom cômico e satírico.
A letra também ironiza o desconhecimento real da cultura francesa por parte dos brasileiros que tentavam imitá-la. Ao convidar a “petite francesa” para dançar “em cime de mesa” e mencionar práticas como “frequentez macumbe entrez na virada e fini pour sambá”, Valente mostra como a tentativa de sofisticação pode soar deslocada e até caricata. O refrão “Danse Ioiô, Danse Iaiá” reforça a ligação com a tradição popular, enquanto o samba serve como espaço de resistência e humor diante das modas importadas. Assim, a música diverte ao mesmo tempo em que faz uma crítica sutil ao comportamento social da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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