
Menino de Rua
Augusto César
Realidade e exclusão em “Menino de Rua” de Augusto César
A música “Menino de Rua”, de Augusto César, aborda de forma clara e sensível a invisibilidade das crianças em situação de rua. Logo no início, o verso “E quem passa pelas rua nem me vê” mostra como essas crianças são ignoradas pela sociedade, tornando-se quase invisíveis para quem circula pelas cidades. A expressão “um cobertor de folhas e de vento” destaca a precariedade e a falta de proteção que enfrentam diariamente, reforçando o abandono e a vulnerabilidade dessas vidas.
A letra foi inspirada na realidade difícil dessas crianças, que muitas vezes recorrem a pequenos furtos para sobreviver, como em “descolo a carteira de alguém”. O próprio personagem reconhece o risco e a imoralidade do ato, mas revela que a necessidade fala mais alto. A ausência de família e de um lar é um tema central, especialmente em datas como o Natal, quando a solidão se intensifica: “Se Papai Noel não sabe onde eu moro / E nem o meu endereço eu não sei”. A menção ao uso de “cola e gasolina” faz referência ao consumo dessas substâncias por crianças de rua para amenizar a fome e o frio, o que acaba agravando ainda mais sua situação. O final da música, com “me encontrarem na sarjeta de um bordel, / Lá no chão meu corpinho estendido”, serve como um alerta sobre o destino trágico que muitas dessas crianças enfrentam. Assim, “Menino de Rua” é uma crítica social direta, chamando atenção para a necessidade de políticas públicas e acolhimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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