
Molha o Pano
Aurora Miranda
Desigualdade e resistência em “Molha o Pano” de Aurora Miranda
“Molha o Pano”, interpretada por Aurora Miranda, retrata de forma clara a desigualdade social no Brasil dos anos 1930, usando a cuíca como símbolo de resistência e orgulho das raízes populares. O verso “Quem é rico paga orquestra / Quem é pobre molha o pano” evidencia a diferença de acesso à cultura: enquanto as elites podem bancar orquestras e música erudita, os mais pobres recorrem ao samba e a instrumentos como a cuíca, tradicionalmente ligados às comunidades negras e periféricas. O ato de “molhar o pano” faz referência à técnica de tocar a cuíca, mas também representa a criatividade e a resiliência de quem, mesmo sem recursos, mantém viva a cultura popular.
A letra também aborda o preconceito enfrentado por músicos populares, narrando um episódio em que a cuíca é rejeitada em um pagode por não ser um ambiente de “barracão”, termo que remete aos espaços populares. A resposta do narrador, “Tratei de molhar o pano / E gritei, vamos em frente”, mostra dignidade e perseverança diante da exclusão. Assim, a música não apenas denuncia a exclusão social, mas também celebra a força do samba e de seus músicos, que transformam adversidades em alegria e expressão coletiva. A escolha de Aurora Miranda para cantar a música no filme “Alô, Alô, Carnaval” reforça o papel do samba como voz das camadas populares e sua importância na identidade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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