
CHAIR
Barbara Pravi
Reconciliação e força feminina em "CHAIR" de Barbara Pravi
Em "CHAIR", Barbara Pravi explora de forma direta a relação conflituosa com o próprio corpo, marcada por experiências de vergonha, violência e julgamento social. A repetição de "ma chair, mon corps" ao longo da música destaca a busca pela posse e reconciliação com si mesma, especialmente diante das pressões impostas às mulheres. Logo nos primeiros versos, o uso da palavra "putain" (prostituta) remete ao julgamento sofrido pela protagonista aos 17 anos, evidenciando a objetificação e culpabilização feminina, temas que Barbara Pravi aborda em sua trajetória como ativista contra a violência de gênero.
A letra acompanha a evolução da personagem, mostrando como as marcas emocionais e sociais levam à autodestruição e à perda de autoestima, como na fase dos 20 anos, quando ela recorre ao álcool e se sente sem valor. Aos 26 anos, porém, ocorre uma virada: a protagonista passa a se ouvir, aceitar e amar, oferecendo à própria pele "amour, respect, baiser, désir" (amor, respeito, beijo, desejo). Esse momento simboliza a superação das feridas e a reivindicação do direito ao prazer e ao respeito. O refrão, antes um grito de resistência, transforma-se em um mantra de autoaceitação. No final, o verso "avançons vers nos chairs guéries" (avancemos em direção às nossas peles curadas) sugere que a cura é coletiva, incentivando outras mulheres a buscarem a reconciliação com seus corpos. "CHAIR" se firma como um manifesto sobre libertação, força e autonomia feminina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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