
Lamento de Caboclo
Belmonte e Amaraí
Tradição e saudade no cotidiano de “Lamento de Caboclo”
“Lamento de Caboclo”, de Belmonte e Amaraí, retrata de forma clara o impacto da migração do campo para a cidade na vida de quem cresceu em ambiente rural. A letra destaca objetos simples, como o monjolo, o corote e o chapéu de palha, que representam não só a rotina, mas também a identidade e o sentimento de pertencimento do personagem à vida no campo. Esses elementos reforçam o contraste com a vida urbana, onde tudo parece artificial e impessoal, como nos versos “só vejo moinho no supermercado” e “arroz de pacote”, que substituem o arroz socado manualmente, mostrando a perda das tradições.
A nostalgia é constante na música, especialmente quando o personagem compara o passado, cheio de pequenas alegrias e laços familiares, com o presente solitário na cidade. O verso “Nem carta escrevo, pois vivo sozinho” evidencia a perda dos vínculos e da comunicação com os parentes, algo que antes era importante. A menção às “margaridas limpando avenidas de chapéu de palha” faz referência a mulheres humildes, provavelmente migrantes, que mantêm traços da vida rural mesmo no ambiente urbano, mostrando a resistência da cultura do campo. O desejo de voltar à roça, expresso no final, revela não só saudade do lugar, mas também a busca por dignidade, simplicidade e felicidade que a cidade não conseguiu oferecer.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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