
Corda no Pescoço
Beth Carvalho
Crítica social e ironia em "Corda no Pescoço" de Beth Carvalho
Em "Corda no Pescoço", Beth Carvalho utiliza ironia e linguagem popular para retratar o sufoco financeiro vivido por grande parte dos brasileiros, especialmente durante o período do Plano Cruzado, quando a inflação alta e as promessas políticas não cumpridas agravavam a desigualdade social. O verso repetido “Mas da fruta que eles gostam, eu como até o caroço” funciona como uma resposta sarcástica à resiliência forçada do povo diante das dificuldades econômicas, mostrando que, mesmo diante da escassez, o brasileiro tenta tirar o máximo do pouco que tem.
A expressão “corda no pescoço” é usada de forma direta para ilustrar a pressão constante das dificuldades financeiras. A letra contrasta a dura realidade do povo com a fartura exibida nas novelas de televisão, evidenciando a distância entre o cotidiano da população e o mundo idealizado da mídia. Beth Carvalho denuncia as “promessas furadas” e o “jogo de cartas marcadas” que mantêm o povo em desvantagem, enquanto versos como “Vivo levando rasteira, levando canseira, com o pires na mão” reforçam a sensação de luta constante e humilhação. A referência ao “alvoroço” no dia do pagamento mostra como pequenas vitórias são celebradas em meio à escassez. A parceria com Almir Guineto traz ainda mais autenticidade ao retrato dessa luta diária, tornando a música um protesto bem-humorado, mas firme, contra as injustiças sociais e econômicas do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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