
Velho Ateu
Beth Carvalho
Solidariedade e crítica social em “Velho Ateu” de Beth Carvalho
A música “Velho Ateu”, interpretada por Beth Carvalho, retrata a figura de um homem marginalizado: um velho ateu, bêbado e poeta, que encontra na madrugada o momento para expressar seus desejos de justiça e compaixão. O verso “Se eu fosse Deus a vida bem que melhorava / Se eu fosse Deus daria aos que não tem nada” destaca o contraste entre a impotência do personagem diante das injustiças sociais e seu desejo de transformar o mundo, caso tivesse o poder divino. Mesmo sendo ateu, ele demonstra que a solidariedade e a empatia não dependem de fé religiosa, mas sim de humanidade e sensibilidade diante do sofrimento alheio.
A letra também mostra como a sociedade reage ao velho poeta: “as janelas se fecham para os versos do poeta”, indicando que as pessoas preferem se afastar das verdades incômodas trazidas por quem não tem poder ou prestígio. O medo das palavras “de um velho de mãos desarmadas” revela o preconceito e a indiferença diante daqueles que, mesmo sem ameaças, desafiam o conformismo com sua poesia e crítica social. Ao interpretar essa canção, Beth Carvalho reforça sua ligação com temas sociais e existenciais do samba paulista, dando voz a personagens que, como o velho ateu, são frequentemente ignorados, mas possuem um olhar crítico e sensível sobre o mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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