
Virada
Beth Carvalho
Resistência e esperança coletiva em "Virada" de Beth Carvalho
"Virada", interpretada por Beth Carvalho, é uma música marcada por sua crítica direta à desigualdade social e à exploração do trabalhador. Logo nos primeiros versos, Beth questiona: “O que adianta eu trabalhar demais / Se o que eu ganho é pouco”, expressando o sentimento de frustração de quem se esforça, mas não vê retorno. Esse desabafo reflete o contexto da Ditadura Militar, período em que a canção foi lançada e se tornou símbolo de resistência, especialmente nas campanhas pelas Diretas Já. O trecho “E quem tem muito tá querendo mais / E quem não tem tá no sufoco” evidencia a distância entre as classes sociais e a insatisfação dos mais pobres.
O refrão “Vamos lá, rapaziada / Tá na hora da virada / Vamos dar o troco” é um chamado à ação coletiva, incentivando a união e a luta por mudanças. A palavra “virada” representa a esperança de transformação social, sugerindo que é possível mudar a realidade de opressão. Ao afirmar “Vamos virar esse jogo / Que é jogo de carta marcada”, a letra denuncia a manipulação e a falta de oportunidades, mas também transmite coragem ao dizer “Vamos à luta sem medo / Que é hora do tudo ou nada”. Um detalhe importante é que a música só escapou da censura porque o oficial responsável era fã de samba, mostrando como o gênero serviu de voz para as comunidades e resistência política. "Virada" permanece como um hino de mobilização popular e esperança por mudanças.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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