
Triste Madrugada
Beth Carvalho
A saudade e o simbolismo do violão em “Triste Madrugada”
Em “Triste Madrugada”, Beth Carvalho explora a ausência do violão como um símbolo da impossibilidade de expressar sentimentos profundos. No samba e nas serenatas brasileiras, o violão é mais do que um instrumento: ele representa o meio pelo qual se manifesta o afeto, o cortejo e a comunicação amorosa. Quando a letra diz: “Não fiz serenata prá ela / E nem cantei uma linda canção”, fica claro o sentimento de frustração e saudade do protagonista, que se vê impedido de realizar um gesto tradicional de carinho e aproximação.
O desejo não realizado aparece no trecho: “Abre a janela, amor / Dê um sorriso / E jogue uma flor para mim”. Essa imagem reforça o anseio por reciprocidade e contato, que permanece apenas como esperança, já que a serenata não aconteceu. Assim, a tristeza da madrugada não se resume à perda material do violão, mas reflete a ausência do encontro e do momento de intimidade que ele proporcionaria. A interpretação de Beth Carvalho intensifica a emoção da narrativa, conectando a tradição do samba à experiência universal da saudade e do desejo de estar perto de quem se ama.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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