
O Mundo É o Moinho / As Rosas Não Falam
Beth Carvalho
Conselho e saudade em “O Mundo É o Moinho / As Rosas Não Falam”
Na interpretação de Beth Carvalho, a união de “O Mundo É o Moinho” e “As Rosas Não Falam” destaca dois momentos distintos, mas complementares, da obra de Cartola. Em “O Mundo É o Moinho”, a letra traz um conselho direto e realista sobre os perigos e desafios da vida. Cartola usa a imagem do moinho para mostrar como o mundo pode destruir sonhos e ilusões: “Preste atenção, o mundo é um moinho / Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos / Vai reduzir as ilusões a pó”. O contexto revela que Cartola escreveu essa música como um alerta à sua filha adotiva, reforçando o tom protetivo e resignado. O verso “abismo que cavaste com os teus pés” aponta para a responsabilidade pessoal nas escolhas e nas consequências que elas trazem.
Ao passar para “As Rosas Não Falam”, a atmosfera se torna mais suave e melancólica. Inspirada em um momento íntimo entre Cartola e Dona Zica, a frase “as rosas não falam” ganha força como símbolo da saudade e da busca por respostas que nunca vêm. As rosas, silenciosas, apenas exalam o perfume que “roubam” da pessoa amada, representando a tentativa de encontrar consolo na natureza diante da ausência. O trecho “devias vir / para ver os meus olhos tristonhos” expressa o desejo de reencontro e a esperança, mesmo diante da separação. Juntas, as músicas abordam amadurecimento, desilusão e saudade, mostrando como o samba traduz sentimentos humanos profundos de forma sensível e direta.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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