Mi Ultimo Contrabando
Beto Quintanilla
Orgulho e irreverência em “Mi Ultimo Contrabando” de Beto Quintanilla
Em “Mi Ultimo Contrabando”, Beto Quintanilla retrata o protagonista como alguém que encara a morte com orgulho e irreverência, mantendo-se fiel ao estilo de vida do narcotráfico até o fim. O pedido para ser enterrado com um “cuerno de chivo” (AK-47) em uma mão e um “kilo de polvo” (quilo de cocaína) na outra, além de adornar a tumba com “goma y ramas de mota” (produtos de drogas) e enterrar sua caminhonete junto a ele, evidencia o apego aos símbolos do contrabando e a ostentação típica dos narcocorridos. Esses elementos reforçam a identidade do personagem, que faz questão de ser lembrado por sua trajetória no crime, sem arrependimentos.
A letra mistura um tom descontraído com desafio, especialmente quando o protagonista diz: “pues haber si me acepta el diablo” (então vamos ver se o diabo me aceita), mostrando sua postura de quem viveu à margem das normas sociais, mas com um código de honra próprio. Ele valoriza a lealdade dos amigos “que anden en este royo” (que estão no mesmo ramo) e deseja que seu funeral seja uma celebração, com música, jogos e festas. O pedido para que “se oiga muy fuerte el corrido de mi ultimo contrabando” (que o corrido do meu último contrabando seja tocado bem alto) mostra o desejo de ser lembrado por suas conquistas, mesmo ligadas ao crime. Assim, a música exalta a cultura e os códigos de um universo marginalizado, misturando orgulho, irreverência e uma visão fatalista da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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