
Cruel, Cruel Esquizofrenético Blues
Blitz
Crítica social e ironia em "Cruel, Cruel Esquizofrenético Blues"
Em "Cruel, Cruel Esquizofrenético Blues", a Blitz utiliza ironia para expor o vazio existencial de uma geração que trocou sonhos e rebeldia por uma vida de aparências. Um dos momentos mais marcantes da música é quando a personagem demite a empregada "só porque ela pegou no peru do seu marido (peru de Natal...)". Esse trecho, com duplo sentido, exemplifica o humor ácido da banda e também explica por que a música enfrentou problemas com a censura na época: além de brincar com a tradição natalina, a expressão tem conotação sexual, escancarando a hipocrisia e o moralismo da classe média.
A letra faz uma crítica direta ao conformismo e à busca por status, retratando uma mulher que, mesmo com "um loiro lindo casal levadíssimo" e uma vida confortável, sente um "vazio idiota" que consome sua paz. O narrador, em tom direto e coloquial, questiona as escolhas dela e ironiza o fato de ela ter se casado "com um cretino industrial apenas para dar uma satisfação à sociedade". Isso deixa claro que a felicidade foi sacrificada em nome das aparências. O uso de palavrões, como "puta que pariu", reforça o tom de desabafo e autenticidade, elementos que, junto com as ambiguidades da letra, explicam a censura durante a ditadura militar. O "esquizofrenético blues" do título resume o sentimento de confusão e frustração de quem se perde em meio às pressões sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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