22 de Abril de 2026, às 12:00
A biografia da Duquesa começa em Feira de Santana, no interior da Bahia, e continua em shows esgotados com o público cantando cada linha do setlist.
Em menos de 10 anos de carreira, Jeysa Ribeiro Conceição se firmou como uma das artistas mais relevantes do rap brasileiro, com ingressos disputados, indicação ao BET Awards 2024 e um som que vai do trap ao R&B com fluidez.

As letras giram em torno de experiências pessoais e construção de autoestima, tema que aparece com frequência nos trabalhos mais recentes. Vem descobrir quem é Duquesa, de onde ela veio e o que está construindo!
Jeysa Ribeiro Conceição nasceu em 1º de maio de 2000, na cidade de Feira de Santana, Bahia. Aos 15 anos, a cantora adotou o nome Duquesa em sua primeira gravação, como uma versão de si mesma que sempre quis ser.
Em entrevista, ela contou que “é quem eu sou nos palcos (…) um pouco inspirado na minha mãe, que sempre foi elegante”.
Na família de Jeysa não havia músicos, mas havia música: o pai era eclético e colocava de tudo para tocar em casa. Foi assim que ela cresceu ouvindo gêneros variados, absorvendo referências que apareceriam mais tarde nos seus beats.
Antes de migrar para a música, Duquesa fez faculdade de publicidade, atraída pelo lado criativo, mas também passou por lojas de departamento, telemarketing e uma emissora de rádio onde, curiosamente, um chefe a desencorajou a seguir na carreira artística.
A artista também conta que precisou encarar o racismo, que fez com que ela se escondesse por muito tempo. “Nem minha família sabia que eu cantava. Não tinha autoestima”, até que ela decidiu investir tudo que tinha para se mudar para São Paulo.
A estreia aconteceu em 2015, quando Duquesa tinha 15 anos. Ela entrou de paraquedas em um refrão da música Só Guardei pra Mim, do grupo feirense de rap Sincronia Primordial, por indicação do produtor Robert Beats.
“Ele me descobriu cantora quando eu não sabia ainda que cantava e escrevia tão bem”, disse Duquesa sobre esse momento.
Em 2017, gravou um boombap que acabou saindo do ar depois que a produtora da música retirou do YouTube, mas o processo deixou uma certeza: ela sabia rimar e brincar com as palavras.
Dois anos depois, Duquesa lançou seu primeiro clipe, Futurista, seguido por Diz, que colocou o nome dela no radar da cena. Também em 2019, ela colaborou com a cantora Ju Moraes em Eu Quero Você e com o rapper paulistano Rincon Sapiência em Amor e Calor.
O ponto de virada veio quando Duquesa conheceu a ativista Monique Evelle, que a apresentou a Kaire Jorge, produtor musical e filho do Mano Brown. Na sequência, Jeysa assinou com a Boogie Naipe, empresa do Mano Brown, que também produz Racionais MC’s e Liniker.
“Eles apostaram em uma artista de 6 mil seguidores no Instagram e uma música no Spotify. Uma artista do interior da Bahia que nunca tinha saído do estado”, lembrou ela sobre o começo dessa parceria.
Em 2022, Duquesa lançou o EP Sinto Muito, sua estreia oficial no mercado. O álbum TAURUS chegou às plataformas no ano seguinte, com participações de Mc Luanna, Rizzi Get Busy e Go Dassisti.
O sucessor veio em 2024 com Taurus, Vol. 2, que chegou com feats de Baco Exu do Blues e Urias, e foi celebrado com um show esgotado em São Paulo.
A mídia logo se rendeu ao talento da baiana: a Rolling Stone Brasil a incluiu em sua lista “Futuro da Música”, que reúne 25 nomes que olham para o som de amanhã, e ela foi indicada, em 2024, ao BET Awards como Melhor Novo Artista Internacional.
A biografia de Duquesa poderia ter um capítulo inteiro dedicado às parcerias que a rapper construiu em sua carreira. As primeiras foram com Ju Moraes e Rincon Sapiência, ainda em 2019, mas a lista de colaborações continua crescendo.
Duquesa passou a circular entre diferentes vertentes da música urbana, trabalhando com artistas como Bivolt e Onnika, além de se aproximar de uma nova geração feminina que vem redesenhando o cenário do rap no país.
Tasha & Tracie, Ajuliacosta, MC Luanna, Urias, Zaila e Laís Rosa são alguns dos nomes que já estiveram no palco com Duquesa. Muitas estavam presentes no show de lançamento de Taurus, Vol. 2, que se tornou uma declaração coletiva do rap feminino atual.
Se, até então, Duquesa era uma promessa, agora se posiciona com mais controle artístico. Isso aparece tanto na escolha das parcerias, que dialogam com outras vozes femininas da música, quanto na forma como ela organiza a carreira.
Com dois álbuns de estúdio no currículo e hits como 99 Problemas, Purple Rain e Disk P@#$%&!, Duquesa hoje soma mais de 18 milhões de visualizações no YouTube e mantém presença consistente nas plataformas de streaming.
Depois de subir em palcos famosos em 2025, como o Festival Rec-Beat e o The Town, ela começou 2026 com o lançamento do single VIP (Ninguém Te Conhece), parceria com Budah que chegou às plataformas em março.
Duquesa também surpreendeu com sua participação no Tiny Desk Brasil, que apresentou uma artista mais madura tecnicamente e confortável em formatos mais intimistas, num contraste com a estética mais direta dos estúdios.
Hoje, Duquesa mora na capital paulista, cidade que concentra boa parte dos seus compromissos profissionais, inclusive os de imagem: ela já estrelou campanhas nacionais e se tornou embaixadora da marca Salon Line, ao lado da rapper Afeny.
Em 2026, ela deve reduzir o ritmo de shows, tendo como foco a preservação da saúde mental e física, além de abrir espaço para planejamento criativo e vida pessoal.
Essa redução, no entanto, não significa ausência. Duquesa deve priorizar eventos de maior escala. Entre os festivais com a presença dela confirmada estão o Festival Sarará (Belo Horizonte), o ARVO Festival (Florianópolis) e o Rock The Mountain (Itaipava).
Duquesa também deve investir tempo em projetos mais pessoais, como o B-Day da Big D, evento de aniversário planejado para maio, na Fundição Progresso, para celebrar a vida e trajetória da rapper, no dia 1° de maio.
A artista também já revelou em entrevistas que deve entregar shows mais elaborados, com balé, figurinos lendários e músicas que façam as mulheres “se sentirem as mais poderosas do mundo”.
Duquesa cresceu em uma família de pastores no interior baiano e precisou encarar bullying e preconceito desde cedo. Mais que isso, a cantora teve que enfrentar momentos muito delicados em família.
O pai, que ela menciona com carinho como uma grande influência musical, faleceu. Foi dele que veio o DVD com a coletânea de hip hop que apresentou Jeysa ao Vida Loka Pt. 1, dos Racionais.
No geral, Duquesa mantém uma postura bastante reservada sobre sua vida pessoal, compartilhando publicamente apenas o que considera necessário.
A biografia da Duquesa mostra uma artista que construiu seu espaço, seguindo uma linha clara de evolução, tanto musical quanto estética.
Se você se interessa por trajetórias como a dela e quer entender melhor o papel feminino na cena atual, descubra mais sobre a carreira de mulheres na música, que mostra as artistas que marcaram a história da indústria musical.


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