17 de Maio de 2023, às 12:00
Preparado(a) para saber mais sobre uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos? Então, conheça a biografia de Elba Ramalho.
Intérprete de grandes sucessos da nossa música, como Bate Coração, De Volta Pro Aconchego, Banho de Cheiro e Eu Só Quero um Xodó, a cantora fez e ainda faz história na cultura nacional.

O que muita gente não sabe é que, além de cantar, ela também é atriz e foi nos palcos dos teatros que Elba Ramalho iniciou sua carreira artística. Ela inclusive chegou a receber prêmios por sua atuação.
Quer conhecer essa e outras histórias da biografia de Elba Ramalho? Então, continue lendo a seguir.
Considerada uma das principais representantes da música nordestina, Elba Ramalho é também uma cantora brasileira super conhecida pelo público. Não só pela voz marcante, mas também por representar o que há de mais bonito em nossa música.
Por isso, é sempre importante exaltar não só o seu talento, mas também sua história de vida. Conheça a biografia de Elba Ramalho.
Elba Maria Nunes Ramalho nasceu em Conceição do Vale do Piancó, interior da Paraíba, no dia 17 de agosto de 1951. Desde criança, já mostrava interesse pelas artes, influenciada por seu pai, que era músico.
Quando Elba tinha onze anos, sua família se mudou para Campina Grande, também na Paraíba. Lá, o seu pai comprou o teatro local.
Em 1966, ela participou de uma apresentação em um palco pela primeira vez, no Coral da Fundação Artística e Cultural Manuel Bandeira, do qual seu pai participava.
A música interpretada foi Evocação do Recife, em uma apresentação intitulada Corais Falados Manuel Bandeira e Cecília Meireles.
Essa peça se apresentou por todo o Nordeste e ficou famosa por onde passava. A partir daí, Elba passou a se dedicar de vez à atuação.
Em 1968, então com 17 anos, Elba Ramalho iniciou os seus estudos na Faculdade de Economia e Sociologia na Universidade Federal da Paraíba. Durante o curso, formou o grupo musical As Brasas e se apresentava como baterista.
Mas ela não parou de atuar. Enquanto conciliava os estudos e a música, ela continuava a participar das peças teatrais e a se apresentar pelo Nordeste.
A década de 1970 foi decisiva para a carreira de Elba Ramalho. Em 1974, a cantora decidiu se mudar para o Rio de Janeiro, em busca de melhores oportunidades profissionais.
A mudança foi feita a pedido de Roberto Santana. Ele convidou Elba a se apresentar com o grupo Quinteto Violado. No mesmo ano, também se apresentou como atriz na peça Viva o Cordão Encarnado e recebeu elogios por sua atuação cheia de vivacidade.
Depois dessas experiências, a artista não quis mais retornar ao Nordeste, trancou a faculdade e resolveu se dedicar à atuação. Continuou a se apresentar no teatro, sempre em papéis relacionados à música.
Sem apoio financeiro da família, Elba Ramalho passou a frequentar a região do Baixo Leblon. Lá, conheceu diversos artistas, como Alceu Valença e Carlos Vereza.
Durante esse período, alguns trabalhos como atriz merecem destaque, como no filme Morte e Vida Severina, de 1977, e na peça Ópera do Malandro, de Chico Buarque. Na época, sua atuação nessa peça foi um grande impulsionador para sua carreira de cantora.
Tanto que Chico Buarque a convidou para participar da gravação da faixa O Meu Amor, ao lado da esposa do cantor na época, a atriz Marieta Severo. Confira a parceria das duas nesta interpretação histórica:
Depois da repercussão de O Meu Amor, Elba Ramalho resolveu se dedicar à carreira de cantora e investiu no seu primeiro disco solo, Ave de Prata.
O trabalho contou com várias participações de artistas nordestinos, como Zé Ramalho, Dominguinhos e Geraldo Azevedo. Algumas das faixas que merecem destaque são Canta Coração e Não Sonho Mais.
A partir do álbum de estreia, o sucesso veio ao longo dos anos para Elba Ramalho. Em 1980, foi gravado o seu segundo disco, Capim do Vale. Além da repercussão positiva no Brasil, foi esse trabalho que proporcionou à Elba sua primeira turnê internacional, na África.
No ano seguinte, saiu o seu terceiro LP, Elba, com pouca visibilidade. Mas foi nessa mesma época que Elba Ramalho se apresentou no Festival de Montreux, na noite brasileira.
O show foi gravado e deu origem ao álbum ao vivo Brazil Night Montreux 81, que contém Bate Coração, uma de suas músicas mais importantes.
O ano de 1982 começou com tudo para Elba Ramalho. Na época, ela dividia as rádios brasileiras com outras cantoras importantes do país, como Gal Costa, Simone, Beth Carvalho e muitas outras.
Naquele mesmo ano, ela lançou Alegria, álbum que lhe rendeu Disco de Ouro pelo sucesso nas vendas. Algumas faixas memoráveis desse trabalho são: Bate coração, Amor com Café e No Som da Sanfona.
Foi esse disco que também gerou um espetáculo de mesmo nome, extremamente elogiado pelo público e pela crítica. Além das belas músicas, o cenário era exuberante, com cores fortes, muitas luzes e efeitos teatrais – um feito inédito para os conterrâneos de Elba.
Em 1983, com o LP Coração Brasileiro, a cantora arrasou com o hit Banho de Cheiro. A produção também contou com um espetáculo inesquecível, que lotou o Canecão, no Rio de Janeiro.
Na década de 1990, Elba Ramalho voltou às origens nordestinas com o disco Leão do Norte. O espetáculo musical desse trabalho foi dirigido por Jorge Fernando, viajou o Brasil inteiro e recebeu o prêmio de Melhor Show do Ano, pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo.
No mesmo ano, a cantora se uniu a Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho e lançou ao vivo O Grande Encontro. Até hoje, esse é um de seus trabalhos mais lembrados pelos fãs, com shows que perduraram até os anos 2000.
O Grande Encontro ainda traz a parceria entre os primos Elba e Zé Ramalho. Ao contrário do que muita gente pensa, eles não são irmãos.
Em 2004, Elba Ramalho e Dominguinhos saíram em uma turnê nacional, que gerou o disco ao vivo Cordas, Gonzaga e Afins e ajudou a eternizar sucessos da música nordestina, como Eu Só Quero um Xodó e De Volta Pro Aconchego.
Em 1973, Elba Ramalho engravidou de seu primeiro namorado e acabou interrompendo a gravidez com um aborto clandestino. O assunto ficou em segredo até mesmo de sua família, até que, em 1997, ela revelou essa experiência à Revista Veja e afirmou que nunca mais abortaria.
Nos anos 90, Elba Ramalho foi casada com Maurício Mattar e com ele teve um filho, Luã. Entre 1996 e 2008, teve um relacionamento com Gaetano Lopes, com quem adotou as filhas Maria Clara e Maria Esperança. Depois do divórcio com Gaetano, Elba adotou Maria Paula.
Além da vida pessoal movimentada, Elba Ramalho também é conhecida por suas polêmicas, principalmente envolvendo posicionamentos políticos.
A cantora declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e, por isso, perdeu a amizade e o apoio de muitos artistas. E, durante a pandemia, declarou, em um vídeo, que o coronavírus foi criado em laboratório por “comunistas chineses”.
É impossível ouvir a voz de Elba Ramalho e não sentir toda a brasilidade de sua música. Com personalidade forte e estilo próprio, a cantora é um dos principais nomes da nossa cultura.
Seus trabalhos contam sempre com elementos teatrais e de atuação, além de canções com estilos variados, como romântico, pop, forró, rock, samba e até blues.
No Carnaval, nas festas juninas ou em celebrações do Nordeste, a sua voz inconfundível está sempre presente. Sem falar na sua energia inesgotável nos palcos, que é lembrada por todos que já a assistiram pelo menos uma vez.
Por isso, muitos são os artistas atuais que se inspiram em seu trabalho e não deixam de exaltar o seu talento único.
Você acaba de conhecer os detalhes da biografia de Elba Ramalho. Agora, que tal relembrar os seus versos mais marcantes? Confira a nossa seleção com as melhores frases de Elba Ramalho.

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