4 de Janeiro de 2022, às 19:00
A sociedade mudou, evoluiu, e hoje, conceitos e ideias do passado já não fazem mais sucesso com o público. E ainda bem que agora é assim!
No meio musical, não poderia ser diferente. Muitas músicas do passado foram acusadas de racismo e não são vistas mais com bons olhos pelos fãs.
Além de letras racistas, outras músicas polêmicas são consideradas machistas, sexistas, xenofóbicas ou preconceituosas de alguma maneira.
No entanto, não basta deixarmos de ouvi-las. É importante também entendermos o motivo pelo qual elas não são mais aceitas.
Pensando nisso, separamos uma lista de músicas acusadas de racismo, para você conhecer e, acima de tudo, refletir sobre esse tema. Vamos lá?
A luta pela igualdade social tem crescido bastante, e hoje as pessoas estão mais preocupadas com o bem-estar e o direito de todos os seres humanos.
Mas é preciso falar sobre o tema, para que essas injustiças sejam combatidas. Por isso, confira a seguir a lista de principais músicas acusadas de racismo:
Estrelas do sertanejo antigo, infelizmente Tião Carreiro e Pardinho têm várias canções que exploram o sexismo e o racismo.
Uma delas narra a história de um funcionário negro que, por estar mais velho, seria demitido. Mas ele salva a filha do patrão e, por isso, passa a ser chamado de Preto de Alma Branca.
Em One In a Millian, do Guns N’ Roses, Axl Rose assume a posição de um garoto branco que não aceita pessoas diferentes dele, incluindo os negros.
Relembre esta música de 1988, período em que esse tipo de pensamento era bem comum:
Recentemente, os Rolling Stones retiraram Brown Sugar do repertório de seus shows, após acusações de racismo.
A letra de fato descreve abertamente o estupro sofrido por mulheres afro-americanas nas plantações de algodão nos Estados Unidos.
Escrita em parceria com Iggy Pop, China Girl, do David Bowie, foi lançada com o propósito de ser uma paródia sobre o preconceito do Ocidente com o Oriente.
No entanto, o personagem caucasiano, que é o próprio cantor, realiza diversas declarações racistas enquanto canta a música.
As marchinhas de Carnaval são uma tradição na música brasileira, mas isso não significa que o seu conteúdo seja politicamente correto.
Uma delas é O Teu Cabelo Não Nega, do Lamartine Babo. Basta prestar um pouquinho de atenção nos seus versos para entender o que estamos falando…
Um dos maiores hits da carreira de Elton John também foi acusado de preconceito racial. Island Girl é sobre uma garota negra que é maltratada pelos brancos da cidade.
Embora não haja versos depreciativos, pode ser um conteúdo sensível para muitas pessoas.
O deputado Tiririca teve que pagar uma indenização de R$ 1,2 milhão a dez ONGs que combatem o racismo por conta de Veja os cabelos dela.
Ao analisarmos a letra, conseguimos perceber que o valor pago ainda foi pouco, perto do impacto emocional que ela causou em inúmeras mulheres negras.
Apesar de Kung Fu Fighting, do Carl Douglas, ter sido composta como uma homenagem aos filmes de artes marciais, recentemente ela não agradou dois chineses que, ao ouvirem a faixa em um show de Simon Ledger, no Reino Unido, chamaram a polícia por racismo.
Nega do cabelo duro que não gosta de pentear… É assim que começa Fricote, de Luiz Caldas. Já deu para perceber o quanto o axé precisa melhorar o seu conteúdo, não é mesmo? 🤔
A cantora Lorde estourou com Royals, logo no início da carreira. De acordo com ela, a sua inspiração foi a influência que os adolescentes americanos recebem do rap, que valoriza carros e roupas de luxo.
Por essa declaração, a música foi considerada preconceituosa em relação aos músicos afro-americanos.
Outra marchinha que hoje passa longe dos Carnavais brasileiros é Nêga do Cabelo Duro, composta por David Nasser e Rubens Soares.
Ainda bem que agora os versos Nêga do cabelo duro, qual é o pente que te penteia? só servem para relembrarmos um período da música nacional que já não faz mais sentido hoje.
Uma das maiores divas pop de todos os tempos também foi acusada de racismo. Em Half Breed, Cher fala sobre uma mulher que é metade branca e metade cherokee e, por esse motivo, enfrenta preconceito racial.
Porém, a letra descreve um cenário de discriminação aos nativos americanos.
Nem sempre a letra é racista, mas o clipe é. Foi o caso do vídeo de Você Não Presta, de Mallu Magalhães.
Depois de receber várias críticas na internet pela forma como os dançarinos negros foram retratados, besuntados de óleo, a cantora se desculpou.
O samba também não está isento. Uma canção racista nesse estilo é Nega no Morro, do cantor Arlindo Cruz. Em uma das estrofes, ele canta:
Quem quer comprar
Uma nega lá no morro?
Ela tem um pescoço de ganso
E uma cara de cachorro
Uma concepção super preconceituosa é de que as negras são boas para o amor, mas não para o casamento. É o que encontramos em Mulata Assanhada, da Elza Soares:
Ai, meu Deus, que bom seria
Se voltasse a escravidão
Eu comprava essa mulata
Prendia no meu coração
É muito triste nos depararmos com canções que, embora tenham feito sucesso quando foram lançadas, aumentaram ainda mais o sentimento de inadequação das pessoas negras.
Então, para rebater as músicas acusadas de racismo, que tal conferir a análise de um hit poderoso contra esse mal? Saiba tudo sobre Formation, da Beyoncé!

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