25 de Abril de 2025, às 12:00
Se você é apaixonado por boa música, chegou a hora de conhecer a biografia da Sleep Token, uma banda britânica formada em Londres há quase 10 anos que está revolucionando o cenário do metal alternativo.

A banda é composta por integrantes mascarados que mantêm o anonimato e aposta em uma fusão de gêneros, como metal progressivo, rock alternativo, djent, pós-metal e até indie rock, o que tornou o grupo um dos mais intrigantes da música contemporânea.
Embalado pelo sucesso da faixa Caramel, que estreou no Top 10 das paradas britânicas, o grupo deve continuar surpreendendo fãs e admiradores da boa música. Continue lendo para descobrir a história completa por trás do fenômeno Sleep Token!
A biografia do Sleep Token começa em setembro de 2016, em Londres, como uma proposta completamente fora do convencional dentro do cenário do metal contemporâneo, com uma abordagem artística profundamente simbólica e misteriosa.
Os membros da banda se mantêm mascarados, cobertos por túnicas cerimoniais, pintura corporal escura e maquiagem pesada, ocultando completamente seus rostos e identidades. Não à toa, isso já rendeu comparações com outras bandas do gênero, como o Slipknot.
O vocalista, conhecido apenas como Vessel (em português, “Receptáculo”), é o único membro que costuma se manifestar publicamente — e mesmo ele evita revelar qualquer traço pessoal.
Mais do que uma banda, o Sleep Token se apresenta como uma espécie de culto musical. No centro da narrativa está uma divindade enigmática chamada “Sleep”, que teria aparecido em um sonho ao vocalista Vessel.
De acordo com ele, essa entidade prometeu “glória e magnificência” caso fosse adorada e seguida fielmente.
Inspirado por essa visão, Vessel reuniu outros três músicos — conhecidos apenas pelos numerais II (bateria), III (baixo) e IV (guitarra) — para formar um grupo que serviria como canal de adoração a essa entidade.
Dessa forma, cada canção do Sleep Token é considerada uma oferenda musical para Sleep. Essa proposta ritualística dá o tom das performances ao vivo, que são imersivas, intensas e visualmente impactantes.
A escolha de esconder os rostos dos membros da banda vai além da estética: é um posicionamento filosófico e artístico. Para Vessel, a música deve ser apreciada pela sua essência, e não pelo carisma ou imagem dos artistas.
O comprometimento com o anonimato é profundo: mesmo entre os fãs, há um consenso em respeitar a privacidade dos músicos, e é comum ver admiradores desencorajando qualquer tentativa de descobrir quem são os integrantes por trás das máscaras.
O mistério, nesse caso, não é um truque de marketing, mas parte fundamental da experiência artística do Sleep Token.
O grupo é, acima de tudo, uma entidade musical difícil de rotular. Sua sonoridade se recusa a caber em uma só prateleira e representa uma verdadeira alquimia de estilos.
O grupo desafia o que significa fazer “metal” no século XXI, provando que é possível ser pesado sem perder a suavidade, explorando elementos do post-metal, indie pop, djent, R&B e até do trap.
A banda rompe com o metal ao integrar harmonias vocais típicas do soul e do R&B contemporâneo, sob a influência de artistas como The Weeknd e Hozier, com vislumbres que remetem ao peso e à complexidade rítmica de bandas como Meshuggah e Leprous.
A construção das faixas muitas vezes segue uma lógica mais emocional do que estrutural, com longas introduções, picos catárticos e finais contemplativos, o que aproxima o grupo de bandas de post-rock ou progressivo.
A discografia da banda britânica reflete seu amadurecimento artístico, com discos que se conectam como partes de um todo coeso, marcado pela dualidade entre peso e suavidade.
O primeiro trabalho foi o EP One (2016), composto por faixas como Thread the Needle e Fields of Elation, que deu o pontapé inicial na estética ritualística da banda, antecipando o conceito de devoção e espiritualidade que se tornaria um pilar do grupo.
No ano seguinte, o lançamento do EP Two consolidou ainda mais a proposta, com uma sonoridade mais densa e madura, como mostram as faixas Calcutta e Nazareth.
A partir daí, o grupo lançou uma série de singles não vinculados a nenhum álbum, mas não menos interessantes, como Jaws, The Way That You Were e um cover inesperado de Hey Ya, hit do OutKast.
O primeiro álbum de estúdio, Sundowning (2019), foi aclamado por críticos e fãs, enquanto o segundo, This Place Will Become Your Tomb (2021), chegou às paradas britânicas e foi nomeado pela Loudwire como um dos melhores álbuns de rock e metal de 2021.
Em 2023, a biografia do Sleep Token ganhou um novo capítulo com Take Me Back to Eden, puxado por canções como The Summoning, tendo alcançado o terceiro lugar nos charts do Reino Unido e o quinto na Alemanha.
O mais recente capítulo da história do Sleep Token é Even in Arcadia, lançado em 2024 sob o novo selo da banda, a RCA Records, lar de artistas como Tool e Doja Cat.
Musicalmente, o álbum representa uma virada sutil, porém significativa, trazendo experimentações mais ousadas com pop alternativo, elementos eletrônicos e batidas urbanas.
Ao mesmo tempo, a produção preserva a essência emocional e ritualística que define a banda, enquanto liricamente há uma expansão temática, com reflexões mais existenciais e visões líricas que abordam o amor, o ego, o vazio e o transcendental com mais nuance.
Além do impacto que causou na cena musical contemporânea ao fundir elementos de metal progressivo, pop alternativo e R&B, o Sleep Token também conquistou a crítica e um número crescente de fãs ao redor do mundo.
Mais que isso, a banda se tornou o símbolo do ressurgimento do rock nas paradas e premiações do mundo inteiro, o que a consagra como uma das bandas mais influentes da nova geração.
Em 2024, por exemplo, o álbum Take Me Back to Eden foi agraciado com o prêmio de Melhor Álbum no Heavy Music Awards, um dos maiores reconhecimentos da cena do rock pesado.
A produção vendeu mais de 50 mil cópias apenas no Reino Unido, um feito surpreendente para um grupo que mantém grande parte de sua identidade sob anonimato e adota uma abordagem visual e sonora pouco convencional.
O reconhecimento da mídia especializada também foi massivo, com produções como Metal Hammer e NME, entre muitas outras, consagrando o Sleep Token como uma das melhores bandas de rock do planeta.
A coroação máxima veio no final de 2024, quando o disco Take Me Back to Eden faturou a categoria de Melhor Álbum de Hard Rock no Billboard Music Awards, demonstrando como o grupo transcendeu as barreiras do gênero.
A biografia do Sleep Token coloca a banda entre as forças mais inovadoras do metal moderno, e o grupo está muito bem-acompanhado. Descubra os maiores ícones do estilo no conteúdo especial com as 17 melhores bandas de heavy metal de todos os tempos!

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