
Ciúme
Calema
“Ciúme”: limites, escolhas e o temporal na relação amorosa
Em “Ciúme”, o “Temporal” tem duplo sentido: é a promessa de que “vai passar” e a tempestade que ameaça o casal, imagem que dialoga com o nome Calema, a ondulação do mar na costa africana. Ao afirmar “Regaste a pior das sementes”, a canção indica que o ciúme foi alimentado e virou problema concreto, que pede ação, não apenas perdão. O confronto é direto: perderam-se “o amor e o respeito” e “já não é feitio, é defeito”. Daí o limite nítido e sereno: “tens que escolher / se vais mudar ou se me queres perder”. O tema central é claro: o ciúme corrói, e a relação só se salva com mudança real.
As imagens costuram o caminho do desgaste à possibilidade de recomeço. “Regaste a pior das sementes” aponta o cuidado mal direcionado que fez o ciúme crescer; “tantas horas jogadas no chão” dá corpo ao cansaço; “nosso destino agora está nas tuas mãos” desloca a responsabilidade para quem precisa reconstruir a confiança; e “não dá pra arrancar” admite que o estrago existe, mas “ainda há tempo para recuperar”. A síntese vem em “O amor não é tudo / mas tudo com amor se pode mudar”: sozinho, o amor não basta, mas é a força que sustenta confiança, perdão e mudança. Sendo Calema uma dupla de São Tomé e Príncipe, batizada por uma ondulação do mar, a ideia de “temporal” ganha cor: a travessia é dura, mas possível. Integrando o álbum A.N.V. (A Nossa Vez, 2017), o refrão-ultimato vira chamado à escolha do agora, antes que “rua tudo com o tempo”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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