
CARANDIRU
Canções de TFM
Violência institucional e orgulho militar em “CARANDIRU”
A música “CARANDIRU”, da banda Canções de TFM, aborda o Massacre do Carandiru sob uma perspectiva incomum: a exaltação da ação policial durante o episódio. Logo no início, a letra destaca o papel do “primeiro batalhão” ao afirmar que “acalmou a casa de detenção”, referência direta à intervenção policial de 1992, que resultou na morte de 111 detentos. O tom da música é sombrio e descritivo, com versos como “tiro, granada, bomba e facada / Corpos mutilados e cabeças arrancadas”, que evidenciam a brutalidade do massacre e a naturalização da violência dentro do presídio.
O título “CARANDIRU” e a menção ao coronel Ubiratan, comandante da operação, conectam a letra ao evento real. Diferente de músicas como “Diário de um Detento”, dos Racionais MC’s, que dão voz às vítimas, aqui a narrativa é construída do ponto de vista dos policiais. Frases como “minha continência ao coronel ubiratan” e “vibra ladrão sua hora vai chegar” reforçam esse olhar, enquanto expressões como “lá só tinha lixo, a escória, a moral” revelam uma visão desumanizadora dos detentos, justificando a violência. A música também faz analogias entre o ambiente prisional e o treinamento militar, glorificando a disciplina e a ação policial ao comparar o massacre a um “cenário de guerra tipo Vietnã”. Dessa forma, a canção não apenas narra, mas legitima a violência institucional, transmitindo sentimentos de orgulho e superioridade militar diante do sofrimento dos presos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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