
Filosofia do Samba
Candeia
Tradição e crítica social em “Filosofia do Samba” de Candeia
Em “Filosofia do Samba”, Candeia utiliza o refrão repetido “Mora na filosofia, morou, Maria” como uma referência direta ao afro-samba de Monsueto Menezes, reforçando sua ligação com a tradição do samba e a ancestralidade afro-brasileira. Essa escolha não é apenas musical, mas também simbólica, mostrando como o samba carrega e preserva a história e a cultura negra no Brasil. Ao mesmo tempo, a letra faz uma crítica à hipocrisia social ao questionar valores como liberdade e igualdade: “Liberdade e Igualdade / Aonde estão não sei”. Aqui, Candeia expõe as contradições da sociedade brasileira, especialmente no que diz respeito à promessa não cumprida desses ideais.
O verso “Pra cantar samba / Não preciso de razão / Pois a razão / Está sempre com dois lados” mostra que, para Candeia, o samba é uma expressão espontânea, nascida da vivência e da emoção coletiva, e não de justificativas racionais. Ele também critica a superficialidade em “Cego é quem vê só aonde a vista alcança”, incentivando o ouvinte a enxergar além das aparências. Ao dizer “meu dicionário às favas” e “mudo é quem só se comunica com palavras”, valoriza a comunicação que vai além do verbal, típica das culturas orais afro-brasileiras. Assim, Candeia reafirma a importância do samba como espaço de liberdade, resistência e celebração da identidade negra, mantendo viva sua filosofia e tradição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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