
Mulher de Fases
Capital Inicial
Uma leitura de “Mulher de Fases” pelo Capital Inicial
O refrão “complicada e perfeitinha” não é um elogio solto; resume a atração que nasce do conflito. Na leitura que o Capital Inicial faz ao vivo, em Brasília, essa ironia vira hino. A banda mantém a essência criada pelos Raimundos em 1999 e realça a metáfora lunar da instabilidade — a “mulher de fases” que virou expressão popular. A narrativa encena um ciclo reconhecível: briga, expulsão e orgulho, seguidos de recaída imediata e dependência. O eu lírico alterna irritação e fascínio e admite que esse vai-e-vem sustenta o encanto: ela é problema e sorte, “estrela da sorte”, castigo e recompensa.
As imagens estruturam o tema das mudanças. No refrão, “Quando à noite ela surgia / meu bem, você crescia / e a Lua diminuía”, o casal se move em sentidos opostos, como fases da lua. Adiante, “Põe fermento, põe as bombas / qualquer coisa que aumente / a deixe bem maior que o sol” explicita a tentativa de inflar a paixão a qualquer custo, até o drama eclipsar tudo. Já “Pouca gente sabe que na noite o frio é quente e arde” usa o paradoxo para mostrar como tesão e frieza convivem, marcando recomeços após cada rompimento. O resultado é um relacionamento em órbita: cada volta traz choque e atração, e é justamente isso que torna “Mulher de Fases” tão pegajosa e imediata no palco do Capital Inicial.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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