
Que Pais É Esse?
Capital Inicial
Crítica social e política em “Que País É Esse?”
A música “Que País É Esse?” do Capital Inicial faz uma crítica direta e indignada à corrupção e à falta de ética presentes em todas as camadas da sociedade brasileira. Isso fica evidente no verso “Nas favelas e no senado / Sujeira pra todo lado”, que mostra como os problemas não se limitam a um grupo específico, mas atingem tanto os mais pobres quanto os poderosos. Ao citar regiões como Amazônia, Araguaia, Baixada Fluminense, Mato Grosso, Minas Gerais e Nordeste, a letra reforça que a violência e os problemas sociais são uma realidade em todo o país, sem exceção de localidade.
A música também denuncia a exploração dos povos indígenas, como no trecho “Quando vendermos todas as almas / Dos nossos índios num leilão...”, criticando a mercantilização e o desrespeito aos direitos indígenas em nome do lucro. O verso “Ninguém respeita a constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação” ironiza a esperança coletiva diante do descaso com as leis, mostrando o contraste entre o otimismo e a realidade. Já “Terceiro mundo se for / Piada no exterior” revela o constrangimento internacional causado pela situação do Brasil. O refrão repetido “Que país é esse?” funciona como um grito de indignação e perplexidade diante das injustiças. Composta durante a ditadura militar e usada em protestos, como na dedicatória ao presidente Michel Temer em 2017, a música se mantém atual como símbolo de resistência e denúncia política.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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