
Veraneio Vascaína
Capital Inicial
Crítica à violência policial em “Veraneio Vascaína”
“Veraneio Vascaína”, do Capital Inicial, faz uma crítica direta à violência policial e à repressão institucional no Brasil dos anos 1980. O título faz referência ao Chevrolet Veraneio, veículo usado pela polícia na época, pintado nas cores do Vasco da Gama, o que reforça a imagem ameaçadora do carro de repressão. A letra, inspirada em uma experiência real de Renato Russo com a polícia, transforma um episódio de abuso em denúncia do autoritarismo e da impunidade dos agentes do Estado. Isso fica evidente em versos como “Assassinos armados, uniformizados” e “Com uma arma na mão eu boto fogo no país / E não vai ter problema, eu sei, estou do lado da lei”, que mostram como a violência policial era legitimada e até incentivada pelo sistema.
A música também ironiza a formação de valores em uma sociedade marcada pela desigualdade, especialmente ao dizer “Papai, eu quero ser policial quando eu crescer”. Esse verso inverte o sonho infantil, sugerindo que o desejo de poder e violência é cultivado desde cedo em ambientes marginalizados. O refrão “Cuidado, pessoal, lá vem vindo a Veraneio” reforça o clima de medo constante nas periferias, onde a presença policial é vista como ameaça. A censura sofrida pela música na época mostra o incômodo que sua mensagem causava, tornando “Veraneio Vascaína” um símbolo de resistência cultural contra a repressão e a injustiça social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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