
Bicho-homem
Boi Caprichoso
Identidade cabocla e orgulho azul em “Bicho-homem”
“Bicho-homem” articula natureza e cultura ao dar voz a um ser da mata que fala pelo coletivo e afirma origem e pertencimento. Ao traçar fronteiras — “Se não fores do meu clã / Eu te condeno, eu te rechaço” — a toada encena a rivalidade ritual de Parintins e fixa o lado azul do Boi Caprichoso, reforçado por “Sou anil, sou azulante” e pelo juramento “Sou azul até morrer”. Em “Sou guerreiro tropicante”, bravura e território se fundem; já expressões locais como “peara do regaço” evocam o amparo da própria terra. “Tribo Caprichoso” nomeia a comunidade que se reconhece na cor e na performance do festival, com a toada como canto que move esse rito coletivo.
A narrativa em primeira pessoa é a de um caboclo amazônico que fala desde Parintins — “Sou daqui dessas paragens / Parintins por te querer” — e reivindica a origem miscigenada: “Eu vim do negro, vim do branco / Vim do índio”. Isso dialoga com o sentido cultural do caboclo na Amazônia, presente na própria tradição do Boi Caprichoso. A repetição marcante de “Sou, sou, sou” ergue identidade pela insistência, colando coragem, paixão e pertença: “Sou da guerra, sou da terra / Eu sou do amor” costura força e afeto como faces do mesmo povo. Vocabulário direto, balanço cadenciado e exaltação da cidade compõem um retrato orgulhoso do clã azul — síntese que os compositores Ronaldo Barbosa, Carlos Paulain e Simão Assayag moldam como um hino de orgulho caboclo e de Parintins.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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