
Charles Ilê
Carlinhos Brown
Identidade e ancestralidade em “Charles Ilê” de Carlinhos Brown
Em “Charles Ilê”, Carlinhos Brown constrói uma homenagem à ancestralidade e à identidade negra brasileira, conectando diferentes tradições culturais. A saudação “Salamaleikum, Charles” cria uma ponte entre a cultura afro-brasileira e a tradição islâmica, ressaltando a diversidade de influências presentes na formação da identidade negra no Brasil. Expressões como “Ogum onilê” e “Onilê Ogum” trazem a espiritualidade iorubá para o centro da canção, com Ogum representando força, proteção e a luta diária por dignidade. A menção ao “barro preto” e ao “fundamento” reforça a valorização das raízes e da história do povo negro, destacando a importância de reconhecer e respeitar a ancestralidade.
A música também celebra a beleza e a resiliência da negritude, como nos versos “Beleza negra”, “Negra marrin”, “Negra Salim” e “Negra é a luz”. Essas frases não apenas exaltam a estética negra, mas também afirmam seu papel central como fonte de vida, verdade e amor. O verso “trinta anos de ylê” faz referência ao Ilê Aiyê, bloco afro que simboliza resistência e afirmação cultural, além de marcar um momento importante tanto para o grupo quanto para a trajetória de Carlinhos Brown. Ao longo da canção, referências à ancestralidade, como “Bença, vovó” e “Jeje nagô”, reforçam a continuidade das tradições e transmitem uma mensagem de orgulho, respeito e esperança para as futuras gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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