
Faraó
Carlinhos Brown
Identidade afro-brasileira e ancestralidade em “Faraó”
Em “Faraó”, Carlinhos Brown faz uma ponte entre a ancestralidade africana e a cultura baiana, especialmente no contexto do carnaval. Ao afirmar “Sou Faraó / E o Egito é a Bahia”, o artista transforma a figura do faraó, símbolo de poder e espiritualidade do Egito Antigo, em uma metáfora para exaltar a força e o orgulho negro presentes na Bahia. Essa escolha não é apenas estética: ela reforça a ideia de que a energia, a história e a espiritualidade africanas continuam vivas e se renovam na festa popular baiana, valorizando as raízes afro-brasileiras e a importância do carnaval como espaço de celebração e resistência.
A letra traz ainda referências à superação e à luz, como em “Saí das catacumbas / Nunca fui da escuridão”, sugerindo a trajetória de afirmação da cultura negra, que emerge da opressão para ocupar um lugar de destaque. Elementos como “zabumba e duas tumbas / carrego sempre na mão” misturam instrumentos e referências africanas, reforçando a musicalidade e a ancestralidade da festa. O refrão “Amor, Amor, Amor!” transmite a energia contagiante e o espírito de união do carnaval, enquanto versos como “no lombo do camelo / não tenho medo do 'não'” evocam coragem e determinação. Assim, “Faraó” se destaca como um hino de exaltação à identidade afro-brasileira, celebrando a mistura de culturas e a alegria coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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