
Marabô
Carlinhos Brown
Relação entre ancestralidade e axé em "Marabô" de Carlinhos Brown
Em "Marabô", Carlinhos Brown une referências religiosas e culturais afro-brasileiras para criar uma homenagem à Bahia e à sua ancestralidade. A figura de Marabô representa a fusão simbólica entre Xangô e Iemanjá, evidenciada nos versos “Odoyá!” e “Iê! Iê! Iê! Yemanjá!”, que reverenciam a força materna de Iemanjá e conectam a música à religiosidade afro-baiana. Brown já explicou que o axé, presente no álbum, é uma expressão identitária da Bahia, e a música reforça esse conceito ao valorizar elementos do candomblé e da cultura local.
A letra destaca a natureza como parte fundamental dessa conexão espiritual, com imagens como “água beija a palmeira pela beira” e “jangada feita de amor”, que transmitem harmonia entre homem, natureza e divindade. O verso “para a morada da morena” sugere acolhimento e afeto, enquanto “palavra calada pra nada” demonstra respeito ao silêncio e ao mistério das forças espirituais. Ao citar lugares como “Ondina” e “pedra da baleia”, Brown ancora a canção em cenários reais da Bahia, ampliando o significado para além do espaço físico e celebrando a energia vital do axé. Assim, "Marabô" se destaca como uma celebração da fé, da alegria e da identidade cultural afro-brasileira, misturando tradição e modernidade em homenagem à vida e ao carnaval baiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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