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Estrada de Chão

Carlos Cezar e Cristiano

Letra

    Estrada de chão seu tempo se foi
    Cadê a peonada, poeira e boi
    Cobriram de preto a estrada de chão
    E mais preto é o luto do meu coração.
    O passado morreu só ficaram lembranças
    Que morre comigo e doce esperança
    E ainda ouvir na encruzilhada
    Um berrante tocando chamando a boiada.

    Grita o peão ueh, ueh, ei boi
    Na estrada de chão vai boiada

    Alegres pousadas com meus companheiros
    Que há muitos janeiros não sei onde estão
    Cadê ferreirinha e joão boiadeiro
    Pousada mineira e o negro peão
    Que ariscavam a vida em cima do arreio
    E todo o rodeio chamava atenção
    Seus nomes famosos ficaram na historia
    Passados e glorias da estrada de chão.

    Meu par de espora, meu laço e arreio
    Que há muito no meio das tralhas guardei
    Meu velho berrante enfeita a sala
    E ao lado as medalhas que colecionei
    Meu cavalo baio relincha no pasto
    Sentindo o cansaço que o tempo lhe fez
    E a passarada que alegra o sertão
    Gorjeiam cantigas da estrada de chão.

    Composição: Aurélio Miranda. Essa informação está errada? Nos avise.

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