
Que Pena Pai
Carlos Eduardo Taddeo
Dignidade e crítica social em “Que Pena Pai” de Carlos Eduardo Taddeo
Em “Que Pena Pai”, Carlos Eduardo Taddeo desafia a visão tradicional sobre criminalidade ao retratar o pai criminoso como um herói trágico e protetor. A música destaca que, para muitos moradores da periferia, o envolvimento com o crime não é resultado de falha de caráter, mas sim uma resposta à miséria e à falta de oportunidades. Isso fica claro no verso “asfaltou com a própria vida o caminho pra eu vencer”, que mostra o sacrifício do pai para garantir um futuro melhor ao filho.
O rapper utiliza comparações com super-heróis, como em “Não era X-Man nem Homem de Ferro, mas me protegeu das 3. 8. 0”, para mostrar que, mesmo sem poderes ou status, o pai foi quem realmente protegeu e guiou o filho diante da violência. Eduardo também critica a hipocrisia social ao afirmar que teria vergonha se o pai tivesse cometido crimes de colarinho branco, como corrupção ou manipulação política, sugerindo que esses crimes, apesar de socialmente aceitos, são mais prejudiciais. Ao longo da letra, ele questiona o julgamento moral da sociedade e denuncia a seletividade do sistema penal, que pune os pobres e protege os ricos. Assim, a música se transforma em um manifesto sobre dignidade, sobrevivência e as escolhas difíceis impostas pela desigualdade social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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