
Artemísia
Carne Doce
Autonomia feminina e resistência em "Artemísia" de Carne Doce
A música "Artemísia", da banda Carne Doce, aborda de forma direta e contundente o direito da mulher sobre o próprio corpo, especialmente no contexto do aborto. O verso “Não vai nascer, porque eu não quero e basta eu não querer” deixa claro o posicionamento da canção sobre a autonomia feminina. O título faz referência à planta artemísia, historicamente utilizada como erva abortiva, conectando a letra à tradição de mulheres que, muitas vezes em situações de clandestinidade e risco, recorriam a métodos naturais para interromper a gravidez.
A letra destaca o poder de decisão da mulher, como em “Sou o deus vivo, sua razão de ser”, invertendo a lógica tradicional de submissão e colocando a mulher como protagonista de sua própria história. O trecho “De uma praga a um chá / Sabe a índia, sabe a química / Que o seu desencarnar” faz alusão ao conhecimento ancestral das mulheres indígenas e populares sobre o uso de ervas, mostrando como algo considerado indesejado pode se transformar em remédio. O refrão “É da minha natureza / É da minha arquitetura / É do meu querer” reforça que a decisão sobre a gestação é parte fundamental da identidade feminina. Inserida no contexto feminista do álbum "Princesa", "Artemísia" se destaca como um manifesto de resistência e empoderamento diante do machismo e da criminalização do aborto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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