Funeral
Cartel Central
Violência cotidiana e luto coletivo em "Funeral" do Cartel Central
Em "Funeral", do Cartel Central, a letra retrata a morte violenta como parte do cotidiano nas periferias, especialmente entre jovens negros. A frase “Mais um preto que acabaram de matar” evidencia como essas perdas se tornam comuns, refletindo uma naturalização brutal do luto e da violência. O tom direto e realista da música expõe a rotina marcada pelo medo, resignação e sofrimento coletivo, enquanto denuncia a violência policial, como em “quem matou usava farda”, e a falta de justiça, já que “ninguém quer testemunhar”.
Imagens como “corpo ensanguentado”, “velar um corpo na rua já é um fato normal” e “uma cruz, carregada por lágrimas, que tinha Jesus” reforçam o peso do abandono social e da dor compartilhada. A música também aborda a desigualdade e a falta de oportunidades, mostrando como a criminalidade e o uso de drogas surgem como respostas desesperadas à exclusão: “um prato vazio vira poesia de viver, a morte e a vida”. O ciclo de violência é apresentado como inevitável, com a polícia sendo vista tanto como ameaça quanto como parte do problema: “a pontaria é nota 10 pá pá / De PT foi difícil errar”. O refrão, ao pedir que Deus leve “mais um que sai das trevas”, expressa tanto o desejo de paz para os mortos quanto uma crítica amarga à realidade que empurra tantos para esse destino, misturando luto, indignação e busca por consolo na religião ou na memória dos que se foram.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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