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O Roubo da Gaita Velha

César Oliveira e Rogério Melo

Tradição e afeto em “O Roubo da Gaita Velha” de César Oliveira e Rogério Melo

A música “O Roubo da Gaita Velha”, de César Oliveira e Rogério Melo, destaca de forma leve e nostálgica o valor sentimental e cultural de um instrumento simples, mas essencial para quem vive a música regional gaúcha. A gaita velha, além de instrumento, é apresentada como símbolo da identidade do músico e da tradição do Rio Grande do Sul. Detalhes como o “som de abelha mestra trabalhando nas colmeias” e os “furos de rombos, alguns buracos de bala” reforçam a ligação afetiva do personagem com o passado e com as marcas de sua trajetória.

A canção homenageia a música nativista e valoriza a memória, o apego às raízes e a importância dos objetos que acompanham a vida do artista. O tom descontraído aparece quando o narrador brinca dizendo que, se a moça fosse solteira, “por Deus que me namorava” ao ouvir a gaita, mostrando como o instrumento era parte fundamental de sua vida social e afetiva. Ao lamentar a perda e pedir à plateia que devolva sua gaita velha caso a encontrem, o narrador mistura humor e saudade, ressaltando que certos objetos ligados à tradição carregam histórias e sentimentos que vão muito além do valor material.

Composição: Telmo de Lima Freitas. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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